A rua vestiu-se de poesia
E bordou a acácia de luz.
No rubro das verdes folhas
Aninhou-se a beleza da alma
Como se viver não pudesse
Sem o teu abraço de ternura
Aberta em flores de simplicidade.
Aqui vive numa felicidade.
Nesta rua, donzela breve e pura
Que como ramalhete floresce
Dentro desta tarde calma.
Suave memória que desfolhas
Dos jardins da tua alegria:
Flores, ramos, doce odor,
Promessas de um outro amor
Quem me trouxe enganos, dor,
E dentro do choro, a agonia
Resultado de minhas escolhas?
Foi a acácia rubra da rua,
Sempre fresca de saudade
Que uniu a minha à tua,
A vida, prisão-liberdade.
E como se amor não fosse,
Esse olhar que nos seduz.
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