06/07/2013

No longe de um olhar


 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lá longe onde a poesia nasce e morre rente ao mar.
Lá longe onde o longe é mais o perto de partir
E o mais perto é um longe regressar.
Na praia da distância fica a saudade de ficar
Aqui, onde  só se está  de partida,
Como se a areia fosse  feita esperança,
Ainda, no poente de um dia que finda.
Lá longe, onde não te espera nada,
Mas luzem,  junto à linha horizontal,
Rubras nuvens duma alvorada...
Enquanto me deixo, de alma pasmada,
Olhando o que não vejo... Mas existo!
Sou  desejo  renascido  e vertical
Dos dias doutra infância que resiste
Às vagas do tempo, no fundo da memória,
Apenas desse eterno retorno permanente
Que já passou à história!
Aqui, onde o horizonte se alarga,
Há apenas uma coisa igual.
O desejo de partir sempre, sempre, sempre...
Na nau de versos que já foi Portugal!

5 comentários:

  1. Como deve ser bom e necessário esse desejo de partir sempre...

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  2. muito bom!

    nostalgia e a vontade de navegar mesmo que seja em versos, por sinal bem conseguidos.

    beijos

    :)

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  3. Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
    reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho,
    Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
    decerto que virei aqui mais vezes.
    Sou António Batalha.
    Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
    PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar
    siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.

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    Respostas
    1. Olá, António! Será sempre um prazer recebê-lo no meu blog. Passarei pelo seu...

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  4. Que saudades de você Adorei os seus versos e obrigada por prestigiar os meus.
    Abraços saudosos,
    Renata

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